1

Uso do espaço público e das áreas verdes da Avenida Paulista sob o olhar das Cidades Sustentáveis e Biofílicas -  Estudo de Casos: Programa Paulista Aberta e Parque Trianon


(Dulce Ferreira de Moraes, da FAU Mackenzie, em artigo publicado na Revista Nacional de Gerenciamento de
Cidades, v. 08, n. 54, 2020)


Informações relevantes:
1. A avenida Paulista aberta aos domingos e o Parque Trianon são espaços livres públicos que não possuem ações articuladas e conectadas, com visão sustentável e biofílica no contexto territorial. A fata de articulação entre suas dinâmicas compromete a preservação ecológica desse território e o alcance da sustentabilidade urbana.
2. Maior proteção à biodiversidade é verificada no Parque devido ao cumprimento de regulamento, inclusive de proteção ao patrimônio histórico, e a ação fiscalizatória exercida pela sociedade civil, por intermédio do Conselho Gestor dos Parques. A mesma situação não é verificada na avenida nos domingos de Paulista Aberta. Falta de segurança, atos ilícitos e degradação ambiental foram reportados e atribuídos à função da falta de fiscalização por parte do poder público e conscientização ambiental da população.
3. A elaboração de políticas e iniciativas que estimulem o uso dos espaços públicos de modo consciente e sustentável, criando o senso do lugar, afinidade com a natureza e promovendo educação ambiental, podem potencializar a vitalidade urbana de um espaço público, trazer ganhos econômicos, sociais e ambientais para a região, além de impactar na qualidade de vida da população.


Resumo:
O presente artigo traz reflexões sobre a relevância de iniciativas, promovidas pelo governo e pela sociedade civil, voltadas a estimular o contato com a natureza e a preservação de áreas verdes no meio urbano. A pesquisa analisa a contribuição dos espaços livres de uso público no cumprimento de critérios de planejamento urbano ecológico e sustentável e avalia duas tipologias desses espaços na Avenida Paulista: a via (como espaço de lazer aos domingos) e
o parque urbano Tenente Siqueira Campos/Trianon (a maior área verde localizada na avenida). O território delimitado para estudo é a Avenida Paulista, uma centralidade urbana importante e simbólica da cidade de São Paulo, por seu contexto cultural, histórico, turístico, social e econômico. A base teórica subjacente à análise é a interface conceitual das abordagens urbanísticas: Cidades Sustentáveis, Cidades Biofílicas e Cidades para Pessoas. A pesquisa revela que a presença de vegetação na paisagem urbana e o enfoque das atividades e eventos desenvolvidos em espaços públicos afeta o nível de envolvimento da sociedade com as áreas verdes urbanas e a preservação ambiental. Nesse sentido, verifica-se que os aspectos biofílicos (afiliação do homem com a natureza) em espaços públicos constituem fatores para o alcance da sustentabilidade urbana que merecem ser observados nas políticas públicas e no planejamento urbano das cidades que almejam ser sustentáveis.

 1

Uso do espaço público e das áreas verdes da Avenida Paulista sob o olhar das Cidades Sustentáveis e Biofílicas -  Estudo de Casos: Programa Paulista Aberta e Parque Trianon


(Dulce Ferreira de Moraes, da FAU Mackenzie, em artigo publicado na Revista Nacional de Gerenciamento de
Cidades, v. 08, n. 54, 2020)


Informações relevantes:
1. A avenida Paulista aberta aos domingos e o Parque Trianon são espaços livres públicos que não possuem ações articuladas e conectadas, com visão sustentável e biofílica no contexto territorial. A fata de articulação entre suas dinâmicas compromete a preservação ecológica desse território e o alcance da sustentabilidade urbana.
2. Maior proteção à biodiversidade é verificada no Parque devido ao cumprimento de regulamento, inclusive de proteção ao patrimônio histórico, e a ação fiscalizatória exercida pela sociedade civil, por intermédio do Conselho Gestor dos Parques. A mesma situação não é verificada na avenida nos domingos de Paulista Aberta. Falta de segurança, atos ilícitos e degradação ambiental foram reportados e atribuídos à função da falta de fiscalização por parte do poder público e conscientização ambiental da população.
3. A elaboração de políticas e iniciativas que estimulem o uso dos espaços públicos de modo consciente e sustentável, criando o senso do lugar, afinidade com a natureza e promovendo educação ambiental, podem potencializar a vitalidade urbana de um espaço público, trazer ganhos econômicos, sociais e ambientais para a região, além de impactar na qualidade de vida da população.


Resumo:
O presente artigo traz reflexões sobre a relevância de iniciativas, promovidas pelo governo e pela sociedade civil, voltadas a estimular o contato com a natureza e a preservação de áreas verdes no meio urbano. A pesquisa analisa a contribuição dos espaços livres de uso público no cumprimento de critérios de planejamento urbano ecológico e sustentável e avalia duas tipologias desses espaços na Avenida Paulista: a via (como espaço de lazer aos domingos) e
o parque urbano Tenente Siqueira Campos/Trianon (a maior área verde localizada na avenida). O território delimitado para estudo é a Avenida Paulista, uma centralidade urbana importante e simbólica da cidade de São Paulo, por seu contexto cultural, histórico, turístico, social e econômico. A base teórica subjacente à análise é a interface conceitual das abordagens urbanísticas: Cidades Sustentáveis, Cidades Biofílicas e Cidades para Pessoas. A pesquisa revela que a presença de vegetação na paisagem urbana e o enfoque das atividades e eventos desenvolvidos em espaços públicos afeta o nível de envolvimento da sociedade com as áreas verdes urbanas e a preservação ambiental. Nesse sentido, verifica-se que os aspectos biofílicos (afiliação do homem com a natureza) em espaços públicos constituem fatores para o alcance da sustentabilidade urbana que merecem ser observados nas políticas públicas e no planejamento urbano das cidades que almejam ser sustentáveis.

2

A importância dos Parques Urbanos e Áreas Verdes na Promoção da Qualidade de Vida em cidades.


(Bani Szeremeta e Paulo Henrique Trombetta Zannin, ambos da UFPR Curitiba)


Informações relevantes:
1. Barton e Pretty(2010) determinaram, por meio de um estudo de meta-análise, que apenas a “dose” de cinco minutos de exercício em áreas naturais (“exercício verde”) é suficiente para trazer melhorias em indicadores da saúde mental (humor e autoestima), sugerindo benefícios imediatos.

2. Hansmann et al.(2007) analisaram, a partir de inquéritos, mudanças de curto prazo no bem estar subjetivo e na percepção dos níveis de estresse agudo relacionados a uma única experiência de visita em dois espaços verdes diferentes, um parque e uma floresta. Não constataram diferenças estatísticas nos efeitos de reparação entre os ambientes estudados. Mas, observaram que
o estresse agudo de diferentes amplitudes pode ser efetivamente reduzido visitando estas áreas. O exercício de maior intensidade (vigoroso) foi associado com uma maior redução do estresse e aumento da sensação de bem estar (“equilíbrio mental”) em comparação as demais atividades analisadas (caminhada, relaxar, observar a natureza).
3. É necessário que os parques apresentem uma infra-estrutura apropriada, programação de atividades, ambientes agradáveis e salubres, e facilidade de acesso (entre outros fatores positivos), para que com isto as pessoas se sintam atraídas e motivadas a frequentá-los (FISHER et al., 2004; PRETTY et al., 2005; DAWSON et al.,2007; KAMPHUIS et al., 2007, COHEN et al., 2007; CASSOU
2009, COHEN et al., 2010).
4. Fica evidente que a condição ambiental é um importante indicador de qualidade de vida pelo fato de poder influenciar um comportamento fisicamente ativo (SALLIS et al.,1997; KAHN et al., 2002; OWEN et al., 2004; BEDIMO-RUNG et al., 2005; GODBEY et al., 2005; HOEHNER et al., 2005; GILES-CORTI et al., 2005; SALLIS et al., 2006; KACZYNSKI;HENDERSON,2007; MOWEN
et al., 2008; CASSOU, 2009).

 

Resumo:
Os parques urbanos são áreas verdes que podem trazer qualidade de vida para a população. Pois proporcionam contato com a natureza e suas estruturas e qualidade ambiental, quando adequadas e atrativas, são determinantes para a realização de atividade física e o lazer. Estas atividades trazem diferentes benefícios psicológicos, sociais e físicos a saúde dos indivíduos, como, por exemplo, a redução do sedentarismo e amenizar o estresse do cotidiano urbano. Assim, o planejamento correto e a conservação de parques públicos se revelam como significativa estratégia para uma política efetiva do projeto urbano e da saúde pública. O objetivo deste artigo, por meio de uma revisão não sistemática, foi identificar os fatores sociais e ambientais dos parques que os tornam mais atrativos para a atividade física. Constatou-se que a beleza da paisagem e a proximidade de um parque, ao local de moradia dos usuários, são os principais fatores que incentivam uma utilização frequente para a atividade física e o lazer.

3

Qualidade ambiental em parques urbanos: levantamento e análises de aspectos positivos e negativos do Parque Municipal Victório Siquierolli - Uberlândia – MG


(Patrícia Soares Rezende, Josimar dos Reis de Souza, Gustavo Oliveira Silva, Renata Ribeiro Ramos, Douglas Gomes dos Santos, todos da UFU)


Informações relevantes:
1. Entre os diversos benefícios das áreas verdes, pode-se destacar a recuperação ou manutenção das condições microclimáticasconfortáveis à população urbana,minimização das condições atmosféricas críticas (poluiçãodo ar), ação acústica e visual,benefícios sociais e econômicos, como: satisfação e usuários delogradouros em áreas verdes, desenvolvimento de senso conservacionista, atrativosao turismo,recuperação e manutenção dos recursos hídricos; manutenção de espécies de fauna e flora, entre outros (TRINDADE,
1995; BENAKOUCHE, 1994; JIN, 1987).


Resumo:
No atual momento a relação cidade-natureza se encontra cada vez mais problemática, devido à expansão dos espaços urbanos sem planejamentos em que se criam contradições entre as questões socioambientais e os interesses políticos e econômicos. Uma das formas de amenizar os impactos ambientais decorrentes da intensa intervenção antrópica sobre o meio natural é a implantação e preservação das áreas verdes visando a melhoria da qualidade de vida. Estes espaços devem ser públicos e geridos para cumprir seu real papel. Entre os diferentes tipos de áreas verdes podem-se destacar os parques urbanos. O presente trabalho tem como objetivo analisar a 
importância desses parques para as cidades e para a própria natureza utilizando como exemplo o Parque Municipal Victório Siquierolli, localizado em Uberlândia - MG. A partir das pesquisas teóricas e levantamentos a campo foi possível traçar conceitos fundamentais da temática como também levantas os pontos positivos e negativos existentes no parque, a fim de propor medidas de recuperação, restauração e preservação. Foram realizadas coletas dos pontos com GPS para a produção de mapas e também levantamento fotográfico. Nota-se que os parques urbanos são espaços que permitem e proporcionam lazer, As pesquisas, educação ambiental, conforto, distração, saúde, interação homem-meio, cumprindo assim um papel fundamental na harmonização do espaço e da paisagem urbana.


  • Facebook
  • YouTube
  • Instagram