OS LAGOS DO IBIRAPUERA COMO ESTRUTURAÇÃO HIDRÍCA DE UM PARQUE






O artigo a seguir visa uma análise diferenciada do parque urbano mais frequentado da cidade de São Paulo, tendo a água como referência. Analisando diversos textos, de diferentes autores, foi observado que há muitos relatos sobre a história do parque, desde sua idealização, passando por sua implantação, até a situação atual. Também foram encontradas análises críticas abordando várias questões, como política, arquitetura, paisagismo, utilização dos espaços pelos usuários, etc. Mas pouco encontramos sobre os lagos e sobre sua relação com o projeto elaborado para o parque, além de arquivos históricos com registros dos diversos projetos elaborados para a despoluição de suas águas. Este texto tem a intenção de esclarecer como a implantação e a utilização da área destinada ao Ibirapuera ocorreu e ainda ocorre segundo as necessidades da sociedade, e como é a relação desta sociedade com a paisagem local. Como foi a transformação de uma grande área ecológica em um parque urbano, construído para simbolizar o progresso? Qual o papel dos lagos na estrutura do parque? Quais os processos envolvidos na transformação da área? Como os lagos são vistos pelos usuários e como é a relação das pessoas com os lagos? Estas e outras questões serão respondidas a partir de consulta a materiais bibliográficos, arquivos oficiais e também através de análises e visitas ao local, bem como por entrevistas a pesquisadores e funcionários do parque.



Riciane Maria Reis Pombo
Arquiteta Urbanista graduada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo
Membro do Conselho Gestor do Parque Ibirapuera.

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